Reconhecimento profissional

Reconhecimento profissional

Em minhas “andanças” nas publicações no LinkedIn, me deparei com um post do Daniel Scott (cofundador da HyperXP). Dentre os comentários feitos por ele, o que mais me chamou atenção foi:

Ontem vi um estudo da Gallup indicando que a falta de reconhecimento no trabalho aumenta o turnover das empresas, causando um prejuízo de 1 trilhão de dólares. Sim, TRILHÃO.

Daniel Scott (cofundador da HyperXP)

Cheguei a compartilhar o que ele escreveu e comentar sobre mas achei que seria interessante criar uma publicação colocando meu ponto de vista sobre o assunto.

A falta de reconhecimento não é um problema recente, infelizmente. Ouvindo histórias do meu pai, sogro e pessoas de maior idade, percebo que antigamente o reconhecimento profissional era aplicado com mais recorrência. Outros tempos, economia diferente e maior quantidade de vaga disponível. Pensando nisso e tentando encontrar um motivo, cheguei a uma conclusão que, pode ser equivocada, mas quero compartilha-la assim mesmo.

A quantidade de vaga disponível nesse período era muito maior do que a atualmente e, por consequência, se trocava de emprego com mais facilidade e bons profissionais eram assediados pela concorrência com muito mais voracidade do que hoje (isso ainda acontece e LinkedIn que o diga :D).

Por conta disso as empresas eram obrigadas (digamos assim) a fornecer benefícios, reconhecimentos etc. Para segurar o bom profissional que ali trabalhava. Isso ainda acontece hoje, vejo sim muitas empresas tendo essa postura e preocupação mas não é tão comum.

A moda das startups

Muitas startups foram surgindo e muitos empreendedores sem experiência aparecem nesse novo cenário. Isso é extremamente bom pois mostra a enorme vontade de empreender e fazer a diferença, além de seguir com o sonho de ter o seu próprio negócio.

O problema é que a grande maioria esmagadora não tem dinheiro para seguir em frente ou o dinheiro em caixa é suficiente para uma única tacada, sem chance de pivotar. As startups de tecnologia, por sua vez, sofrem com os baixos salários e acreditam que cerveja, pizza e videogame podem compensar a exploração aplicada em seus funcionários, além da venda do sonho grande que, em muitos casos, é sonhado apenas pelo CEO e seus sócios.

Viver no caos passou a ser cool. Foto no Instagram nas madrugadas com comida e energético, passou a ser cool (fiz muito isso no passado). Falar que não dorme direito, que dormiu na empresa etc. Passou a ser cool. E a culpa disso, em partes, é nossa que permite. A outra parcela de culpa está na empresa que vê isso acontecer e faz vista grossa ou o gestor simplesmente pensa: “Vou empurrar até quanto ele aguentar”.

Outra frase que me fez parar para pensar também foi essa:

Hoje em dia as organizações devem identificar que seu maior patrimônio não é o capital financeiro. Mas sim o capital humano, sim, são as pessoas que fazem com que as organizações cresçam gradativamente.

Robson Carvalho (administradores.com)

São as pessoas que fazem com que as organizações cresçam gradativamente.

Reconhecimento vem em dinheiro, elogio, flexibilidade, possibilidade de crescimento, participação etc. Mas falta algo muito importante também, respeitar o tempo com a família e o momento de descanso é fundamental. As empresas precisam se preocupar também com a saúde mental de seus colaboradores.

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